Mulher é condenada a 26 anos de prisão por morte de fotógrafo com 19 tiros após ser absolvida no RS

  • 10/03/2026
(Foto: Reprodução)
Começa novo júri de acusada de envolvimento em assassinato de fotógrafo no RS Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi condenada, nesta terça-feira (10), a 26 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. O crime aconteceu em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, em 2015. Relembre o caso abaixo. A mulher, que está foragida, tinha sido absolvida em 2023, mas o julgamento foi anulado em 2025, atendendo a pedido do Ministério Público. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Ela foi sentenciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa de Paula poderá entrar com recurso. Segundo o MP, Gargioni estava se relacionando com Paula sem saber que ela namorava Juliano Biron, líder de um grupo criminoso. Ainda conforme a Promotoria, a ré atraiu a vítima para uma emboscada, e Juliano agrediu e matou o jovem com 19 tiros. O outro réu, Juliano, foi condenado a mais de 20 anos de prisão em 2020. Ele foi capturado na Bolívia, usando um nome falso, em setembro do ano passado. O delegado que investigou o crime, única testemunha do júri, foi ouvido pela manhã. Paula Caroline Ferreira Rodrigues é acusada de envolvimento em morte de fotógrafo Reprodução/RBS TV O que diz a defesa A defesa reconheceu questões técnicas que podem permitir a apresentação de recurso por parte de Paula Caroline Ferreira Rodrigues. "Reconheço ali umas questões técnicas, que inclusive registramos em ato de julgamento, que deverão ser debatidas em sede recursal e sobretudo na parte de apenamento, que entendemos que foi um pouco exasperada a pena aplicada pelo magistrado. Acabou considerando questões que, ao nosso ver, deveriam ser afastadas. A defesa que vai assumir deverá apresentar um recurso", afirmou o advogado Martin Mustschall Gross. Ele fez questão de frisar que foi nomeado como advogado dativo neste caso, que é o que ocorre quando o réu não tem defensor constituído. O processo iria para a Defensoria Pública, que neste caso não teve disponibilidade para colocar um defensor na data desta terça-feira. Gross não deve seguir na defesa de Paula e o processo deverá seguir para a Defensoria, caso ela não constitua advogado particular. "Eu, enquanto advogado dativo e atuante no plenário, busquei esclarecer aos jurados o lado da Paula nesse processo. Essa menina já foi absolvida uma vez em Canoas. O júri foi anulado, tivemos um novo julgamento na data de hoje e ela acabou sendo condenada. Mas, na verdade, eu busquei mostrar para os jurados quem é a Paula, o contexto que ela estava inserida, como é que ela foi parar nesse processo. Mas os jurados entenderam de uma forma divergente e, obviamente, a decisão dos jurados é soberana e deve ser respeitada. Entretanto, tem questões técnicas ali a serem discutidas no tribunal em fase recursal", complementou o advogado. O crime O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, atingido por 19 tiros. A vítima havia desaparecido no dia anterior, quando foi a uma academia. Segundo a investigação, Gargioni foi torturado antes de ser morto. Mais de 300 horas de imagens, gravadas por 80 câmeras de segurança, foram analisadas pelos policiais. O crime teria acontecido após Paula chamar Gustavo para um encontro, que serviu como armadilha para que ele entrasse em um carro com Juliano. A polícia conseguiu acompanhar todo o trajeto feito pelo casal. Gustavo entrou no carro em que Paula Caroline lhe esperava para um encontro, sem saber que Juliano estava no banco de trás do veículo, armado. O casal levou Gustavo até a Praia do Paquetá, em Canoas, onde o fotógrafo ainda entrou em luta corporal com o homem e a mulher, mas acabou agredido e atingido pelos disparos. Por pouco mais de dois anos, Gustavo trabalhou como fotógrafo do Palácio Piratini, sede do governo do RS, durante o mandato do ex-governador Tarso Genro. Antes de morrer, ele atuou em uma produtora de eventos. José Gustavo foi encontrado morto em Canoas em julho de 2015 Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/03/10/mulher-condenada-prisao-morte-fotografo-rs-absolvida.ghtml


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