Novo dia com operação parcial dos trens e estações fechadas traz transtornos a passageiros no RS
14/04/2026
(Foto: Reprodução) Terça-feira começa com operação parcial dos trens e estações fechadas no RS
Apesar da previsão de retomada da operação dos trens para as 5 horas desta terça-feira (14), o dia começou com cinco estações da Trensurb fechadas na Região Metropolitana de Porto Alegre. A circulação dos trens ocorre de forma parcial: entre as estações Mercado (Porto Alegre) e Mathias Velho (Canoas) e entre as estações Unisinos (São Leopoldo) e Novo Hamburgo.
Nesta manhã, a Trensurb confirmou que a operação ainda seria parcial. Ônibus gratuitos estão fazendo o transbordo dos passageiros entre para as estações São Luis, Petrobras, Esteio, Luiz Pasteur e Sapucaia.
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A estação Sapucaia chegou a ser reaberta, mas voltou a ser fechada no início da manhã.
Em nota, a Trensurb afirmou que a circulação dos trens não foi normalizada no início da manhã devido a uma intervenção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no viaduto sobre a via férrea.
Segundo o Dnit, na madrugada desta terça, após a conclusão do corte de parte da laje antiga, foi iniciada a operação de içamento da estrutura.
"Durante o procedimento, a peça — já cortada e separada — apresentou trincas, o que levou à suspensão imediata da atividade, devido ao risco de queda de material sobre a linha do trem."
O Dnit diz que a previsão é que o serviço seja concluído até o meio-dia e que o trecho seja liberado.
Novo dia com operação parcial dos trens e estações fechadas traz transtornos a passageiros no RS
Reprodução/RBS TV
Acidente
A operação foi afetada por um acidente que aconteceu na noite de domingo (12), em uma alça de acesso à BR-116. Um caminhão, que transportava blocos de concreto, tombou na pista do viaduto, próximo à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no limite entre Canoas e Esteio.
Parte do carregamento caiu nos trilhos do trem. Os blocos de concreto danificaram a rede de energia e o sistema de sinalização do metrô.
Passageiros tiveram que buscar alternativa na manhã de segunda-feira. Com estações de trem fechadas, usuários relataram gastar até 12 vezes mais e levam o triplo de tempo para chegar ao destino.
Blocos de concreto danificaram a rede de energia e o sistema de sinalização do trem.
Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
O que diz a Trensurb
"O trabalho da Trensurb foi intenso e contínuo ao longo do dia de ontem e toda madrugada, com todos os esforços concentrados para garantir que a operação dos trens pudesse ser retomada com segurança e normalidade após o acidente na BR 116. No entanto, a circulação dos trens ainda não voltou à normalidade devido à uma situação externa à Trensurb, relacionada a uma intervenção do DNIT no viaduto sobre a via férrea. Durante a execução da obra, uma laje que seria removida por guindaste apresentou rachaduras, gerando risco real de queda sobre a via.
Diante desse cenário, não há como autorizar a circulação dos trens sem comprometer a segurança dos usuários e empregados, que é a nossa prioridade absoluta.
Seguimos acompanhando de perto a situação e em diálogo com os responsáveis pela obra, para que as condições seguras sejam restabelecidas o mais breve possível."
O que diz o Dnit
"O DNIT informa que as atividades de alargamento do viaduto sobre o Trensurb na BR 116/RS em Canoas, estão sendo desenvolvidas fora do horário de circulação dos trens, compreendido entre 0h30 e 3h:40. Essa obra compreende a substituição da superestrutura (laje superior), por nova estrutura, bem como o complemento de largura necessária para o alargamento do referido viaduto.
Na madrugada desta terça-feira (14/04), após a conclusão do corte de parte da laje antiga, foi iniciada a operação de içamento da estrutura. Durante o procedimento, a peça — já cortada e separada — apresentou trincas, o que levou à suspensão imediata da atividade, devido ao risco de queda de material sobre a linha do trem. Atualmente, a peça permanece presa ao guindaste, de forma segura e sem movimentação.
A autarquia acrescenta que as equipes já foram acionadas e já estão no local para realizar um novo corte na peça. Um segundo guindaste está em deslocamento, a fim de viabilizar a execução do procedimento. A previsão de conclusão do serviço e liberação do trecho é por volta das 12h.
O DNIT informa que não há nenhuma instabilidade estrutural no viaduto, sendo que o problema ocorreu com a peça já cortada e separada do viaduto."
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