O que fazer em caso de ataque de abelhas? Veja dicas após aumento de casos no RS

  • 15/01/2026
(Foto: Reprodução)
Casal é atacado por enxame de abelhas ao tentar salvar cachorra no RS 🐝 O Rio Grande do Sul tem registrado um aumento no número de ataques de abelhas, com casos graves e até uma morte nas últimas semanas. Em Alegria, no Noroeste do estado, um homem morreu após um ataque no dia 11 de janeiro. Na mesma região, em Novo Machado, três pessoas ficaram feridas no dia 12. Os incidentes recentes acendem um alerta para a população. No início do mês, em Jóia, também no Noroeste, uma motorista perdeu o controle do veículo e colidiu com um poste após o carro ser tomado por um enxame. Em Viamão, na Região Metropolitana, uma mulher foi hospitalizada ao tentar salvar sua cachorra de um ataque de abelhas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo especialistas, a época do ano influencia diretamente na ocorrência de ataques. "De primavera a verão, é um período que elas estão soltando novos enxames para colonizar novos espaços. Então, a chance de ocorrer acidente aumenta mais nesse período", explica Charles Fernando dos Santos, coordenador do Laboratório de Abelhas e Polinização da UFRGS. No outono e inverno, os ataques tendem a ser de colônias já estabelecidas que se sentem ameaçadas, mas o principal fator que contribui para um ataque é a proximidade com o ninho. O biólogo Fabiano Soares explica que vibrações intensas, como as de roçadeiras, barulhos altos e o uso de inseticidas podem desencadear uma reação defensiva. LEIA TAMBÉM: Três pessoas ficam feridas após ataque de abelhas no interior do RS Pescador morre ao sofrer ataque de abelhas no RS, diz Brigada Militar VÍDEO: Casal é atacado por enxame de abelhas ao tentar salvar cachorra no RS VÍDEO: Abelhas cobrem para-brisa, carro capota e mulher é internada no Noroeste do RS As abelhas costumam dar sinais antes de atacar, como voar rapidamente em frente ao rosto da pessoa. Se o alerta for ignorado, uma única ferroada pode atrair as outras para o ataque. Em caso de ataque, a orientação é clara: afaste-se imediatamente. "Corra o máximo que puder em zigue-zague, porque assim tu vai conseguir desorientar as abelhas", ensina o biólogo Fabiano Soares. A recomendação é procurar abrigo em um local fechado, como um carro ou uma casa, protegendo sempre o rosto e o pescoço. Especialistas alertam para não se jogar em rios ou matas, pois isso pode gerar outros riscos, como afogamento. Manter a calma é importante, pois o nervosismo pode acelerar a circulação sanguínea e espalhar a toxina mais rapidamente. O atendimento médico deve ser procurado, especialmente em caso de múltiplas picadas ou sinais de reação alérgica. Segundo o professor Charles, o maior risco está em reações alérgicas graves, como o choque anafilático, que ocorre em menos de 1% da população. Ele informa que um soro antiapílico, semelhante aos usados para picadas de cobras, está em desenvolvimento e poderá tornar o tratamento mais eficaz no futuro. Para a remoção de colmeias, a recomendação é nunca tentar fazer o serviço por conta própria. O correto é acionar o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, a Defesa Civil da sua cidade ou um apicultor profissional, que possuem técnicas e equipamentos de segurança adequados. Recomendações Ao encontrar um enxame ou colmeia: Não se aproxime: mantenha distância segura do enxame ou da colmeia. Não tente remover por conta própria: a remoção inadequada coloca você e outras pessoas em risco. Chame ajuda especializada: acione o Corpo de Bombeiros (pelo telefone 193), a Defesa Civil da sua cidade ou um apicultor profissional para fazer a remoção segura. Evite perturbações: não faça barulhos altos, não use máquinas como roçadeiras perto do local e evite aplicar inseticidas. Para evitar ataques em áreas de mata ou trilhas: Use roupas claras: cores escuras podem atrair as abelhas. Fique atento aos sinais: se abelhas começarem a voar de forma agressiva na sua frente, afaste-se lentamente. É um sinal de alerta. Durante um ataque: Corra imediatamente: afaste-se o mais rápido possível do local do ataque. Corra em zigue-zague: esse movimento ajuda a desorientar as abelhas e dificulta a perseguição. Proteja o rosto e o pescoço: use uma camisa, toalha ou qualquer tecido para cobrir as áreas mais vulneráveis. Procure um abrigo fechado: entre em um carro, casa ou qualquer edificação para se proteger. Não faça movimentos bruscos: tentar bater nas abelhas pode irritá-las ainda mais. Não pule na água: evite se jogar em rios ou lagos, pois as abelhas podem esperar na superfície e há risco de afogamento. Após ser picado: Remova os ferrões corretamente: use a borda de um objeto rígido (como um cartão) ou uma pinça para raspar a pele e retirar o ferrão, sem espremê-lo, para evitar a injeção de mais veneno. Mantenha a calma: o nervosismo pode acelerar a circulação do veneno pelo corpo. Procure atendimento médico: é fundamental ir a um hospital ou posto de saúde, especialmente em caso de múltiplas picadas ou se a pessoa for alérgica. Fique atento a sinais de alergia: dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou na garganta, tontura e urticária são sinais de uma reação grave e exigem socorro imediato. Enxame de abelhas tomou para-brisa de carro, causando acidente Divulgação/Corpo de Bombeiros VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/01/15/o-que-fazer-em-caso-de-ataque-de-abelhas-veja-dicas-apos-aumento-de-casos-no-rs.ghtml


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