Repórter acompanha rotina de casal que vive há 12 anos em situação de rua em Porto Alegre: 'É muita discriminação'; VÍDEO

  • 28/05/2026
(Foto: Reprodução)
Repórter acompanha rotina de casal em situação de rua em Porto Alegre Há 12 anos vivendo nas ruas de Porto Alegre, Jonathan, de 34 anos, e Priscila, de 39 anos, percorrem diariamente o bairro Menino Deus, na Zona Sul da capital, em busca de garrafas pet e latinhas. É com o dinheiro da reciclagem que o casal garante a comida para sobreviver. Sem lugar fixo para dormir, contam também com doações e ajuda de moradores. "A gente trabalha, é gente boa. Não se pode julgar um livro pela capa", diz Priscila. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Sentados no cordão da calçada, entre carros que passam pela Avenida Getúlio Vargas, Jonathan e Priscila almoçam sopa — servida em embalagem de alumínio. Ao redor deles, dezenas de pessoas em situação de rua fazem o mesmo. O alimento, distribuído há mais de 90 anos pela Instituição Beneficente Sopa do Pobre, é para muitos a única refeição do dia. Ir ao banheiro é outro desafio para quem vive nas ruas. Atualmente, Porto Alegre tem 34 banheiros públicos em parques, praças e terminais de ônibus, segundo a prefeitura. A maioria, porém, fecha a partir das 19h. Durante a noite e a madrugada, é preciso encontrar alternativas. "Não tem jeito. Tem que ir dentro de um contêiner", relata a mulher. Quando precisa usar o banheiro, Jonathan recorre a um posto de gasolina na Avenida Getúlio Vargas. Ele conta que já tentou usar banheiros de supermercados, mas desistiu. "É muita discriminação. Os seguranças ficam seguindo a gente." Pelas ruas do Menino Deus, Jonathan e Priscila caminham olhando para dentro de contêineres de lixo. Em vários momentos, seguem de mãos dadas. Jonathan se apoia na borda metálica e desaparece entre sacos espalhados. Quando a chuva começa, o ritmo acelera. O casal tenta proteger as poucas roupas secas e os materiais recolhidos ao longo da tarde. Na noite anterior, eles dormiram sob a marquise de uma loja. "A dona do estabelecimento odeia a gente", comenta Priscila. A realidade enfrentada pelo casal faz parte de um cenário que cresce na capital. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, Porto Alegre tem cerca de 5,2 mil pessoas em situação de rua. Para acolher essa população, a cidade conta com três albergues que funcionam das 19h às 7h. Durante o dia, serviços de alimentação, higiene e acompanhamento psicossocial são oferecidos nos Centros POP. Também há seis restaurantes populares nos bairros Centro, Vila Cruzeiro, Lomba do Pinheiro, Restinga, Rubem Berta e Ilhas. Quando questionada sobre por que não dorme nos albergues, Priscila explica que não se sente confortável nos locais. Os espaços separam homens e mulheres, o que impede o casal de permanecer junto. "Prefiro mil vezes ficar do lado dele, porque eu sei que ele me cuida aqui fora", afirma. 'É muita discriminação': repórter acompanha rotina de casal em situação de rua em Porto Alegre Pietro Oliveira/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/28/reporter-acompanha-rotina-de-casal-que-vive-ha-12-anos-em-situacao-de-rua-em-porto-alegre-e-muita-discriminacao.ghtml


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